CABÔCO MAMADÔ

Outubro 25, 2009

Voltando a falar do Henfil, tem uma charge que gosto muito  “Cabôco Mamadô”. Era um personagem do cemitério dos mortos vivos, era pra lá que Henfil mandava quem ele achava que colaborava com a ditadura militar.

Na charge abaixo “Ellis Regente” é mandada para o cemitério por ter cantado o Hino Nacional nas Olimpíadas do Exército, fez isso em troca de paz por parte dos militares.

Henfil adorava Elis Regina, mas era implacável! A charge foi publicada no Pasquim:

caboco_mamado

CRONISTAS REUNIDOS

Outubro 19, 2009

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Esqueci de comentar aqui sobre o lançamento do livro “Almanaque do Macho Moderno” de um grupo de cronistas: www.cronistasreunidos.com.br/.

Um deles é meu amigo e ex-colega de trabalho Rodrigo Volponi (foto acima).

Somos (por enquanto) 8 9 caras da ECA-USP e da ESPM que se reuniram para fazer crônicas, contos, pequenos textos e, claro, pra zoar um pouco.

HERTA QUEM?

Outubro 19, 2009

Herta Mueller

Herta Müeller

Lya Luft, tradutora do único livro de Herta Müller no Brasil quando recebeu a notícia da vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, disse: “Nunca ouvi falar”

O que parece uma escolha mais política do que literária da academia sueca, Lya Luft diz que tinha ‘esquecido’ que traduziu a vencedora do Nobel!

Era só um dos muitos que já traduzi. Confesso que nunca pensei, ‘puxa, isso ainda vai dar o Prêmio Nobel‘” hehehe

MATISSE

Outubro 18, 2009

matisse

Dei uma passada na exposição de Matisse, na Pinacoteca! Não conhecia sua obra e sinceramente não me entusiasmei, talvez por falta de me aprofundar um pouco mais.

Havia um vídeo, talvez um documentário sobre o artista sendo exibido em uma das salas adjacentes à exposição mas estava completamente lotada.

Na verdade, acho que deveria ter agendado visita monitorada.

Maestrina Ligia Amadio

Maestrina Ligia Amadio

A Sinfonia n.º 5 de Tchaikovsky é uma composição que realmente gosto, como já disse aqui, sou fã do compositor russo e fui ver e ouvir a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas executar a sinfonia na suntuosa Sala São Paulo, com regência de Ligia Amadio.

A Sala São Paulo é belíssima e é a melhor sala de concerto da América Latina, tanto o desenho dos camarotes como o material das cadeiras foi pensado para a propagação ideal do som,  o teto ajustável serve para regular a altura do mesmo.

Ligia Amadio é uma maestrina de performance vibrante, tive a oportunidade de sentar atrás da orquestra e ver sua regência de frente! A exeperiência foi muito significativa!

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Mesa de Trabalho de Robert Crumb

A revista Piaui publicou a primeira parte de “Gênesis”, de Robert Crumb, mas somente para assinantes.

Considerada a principal publicação de HQ do ano, “Gênesis” é uma versão ilustrada do primeiro livro da Bíblia e o texto é fiel, palavra por palavra, mas com a ironia e o humor característicos de Crumb.

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Não pude deixar de ir à estréia em São Paulo da peça “Henfil Já!”, encenada pelo grupo curitibano no Teatro Imprensa.

Henfil foi um cartunista, jornalista e escritor de grande influência e militante durante o período das “Diretas Já”. Conheci seu trabalho depois de assistir a um documentário sobre sua vida e obra.

A peça é baseada no texto de “Cartas da Mãe”, crônica sobre o Brasil dos últimos 30 anos contada através das cartas que o cartunista escreveu para sua mãe, Dona Maria.

Achei que conseguiram muito bem misturar humor com crítica social e política bem como teor de angústia que Henfil (este que sofria de Hemofilia) passava através dos textos. O humor sem dúvida se faz mais presente e não consegui evitar a crise de riso no pequeno “espaço vitrine” durante toda a peça, para constrangimento da minha namorada.

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Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa

Fui hoje visitar o Museu da Língua Portuguesa que está com a belíssima exposição  “Cora Coralina – Coração do Brasil”.

O museu é conhecido como exemplo bem-sucedido de exposição de patrimônio imaterial e é rico em interatividade e tecnologia, esses dois fatores aliados aos diversos falares da língua portuguesa e sua história, proporciona uma experiência de impacto que surpreende seus visitantes.

A exposição de Coralina tem destaque aos painéis com textos da escritora e fotos de alta resolução de seus objetos pessoais, de seu cotidiano.

O mais surpreendente está no terceiro andar, no auditório com filme sobre as origens da língua portuguesa  que não posso comentar para quem não visitou ainda, fica apenas uma referência:

penetra

ALEXANDRE WOLLNER

Outubro 4, 2009

wollner

Dirigido por Gustavo Moura e coordenado por André Stolarski, “Alexandre Wollner e a formação do design moderno no Brasil” é um documentário que fala da trajetória do designer gráfico brasileiro e a produção dos trabalhos gráficos que definiram uma identidade visual brasileira própria .

Como designer, tomei nota de pontos polêmicos abordados que sempre são discutidos pela comunidade, e não foi diferente em fóruns e comentários de blogs que publicaram o documentário (disponível na rede gratuitamente), e o que é muito passível de discussão é o momento em que Wollner diz  Design é projeto, não é ilustração…”

Minha posição é favorável a opinião do designer que exemplifica o assunto com a capa de um livro, a mesma é definida como ilustração, mas se houver um trabalho também com a tipografia, o tipo de papel, a diagramação do livro, aí sim pode ser considerado design (pois se trata de um projeto). Achei justa e bem clara sua colocação.

Seu trabalho mais conhecido é a identidade visual do banco Itaú, Wollner mostra todo o processo e o conceito da marca e aborda um assunto peculiar sobre a solicitação da escala cromática que acontecera mais tarde.

Muito interessante também é sua análise ao design dos jornais brasileiros, uma vez que participou do projeto do Correia da Manhã, feito quando estava na FormInform, primeiro estúdio de design do país fundado pelo mesmo.

Enfim, é um filme indispensável para qualquer profissional ou curioso da área.

Segue abaixo algumas marcas desenvolvidas por Wollner:

logos

GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE

Setembro 28, 2009

GATA

Gata em Teto de Zinco Quente é um filme baseado na peça de Tennessee Williams, ganhadora do prêmio Pulitzer de literatura.

O drama gira em torno de uma família onde o patriarca (desenganado por uma doença incurável) tenta se aproximar de seu filho preferido Brick (Paul Newman) que sofre de alcoolismo. O que me levou a assistir de fato foi o elenco: Elizabeth Taylor, que já era uma atriz reconhecida, não só por sua beleza, e o já citado Paul Newman, que estava começando (lendas vivas do cinema de Hollywood).

O curioso é que a peça de Tennessee Williams continha um teor de homossexualidade que foi retirado na adaptação para o cinema. Tomei conhecimento disso depois de ter assistido ao filme, mas realmemte achei estranho e mal resolvido o trecho que na peça trata desse assunto.

De qualquer forma vale muito a pena assistir!