SUPER HIGH ME E O RASTAFARIANISMO
Abril 6, 2009
Relacionei esse dois assuntos que tive contato essa semana sem pretensão alguma que não seja a de relacioná-los ao uso da maconha, muito menos tenho a intenção de banalizar ou fazer apologia.

O primeiro, “Super High Me”, é um documentário que faz analogia ao filme de Spurlock: “Super Size Me”, onde o mesmo se dispõe a se alimentar apenas com os produtos do McDonald’s. Nessa comédia disfaçada de documentário, Doug Benson, um stand up comedian americano, passa 30 dias sem o uso da droga e 30 dias fumando diariamente, realiza vários exames para medir sua saúde física e mental nas duas etapas para comparar os resultados que são surpreendentes.
O comediante é um usuário da maconha e usa o tema em suas piadass, o filme registra algumas de suas apresentações. Como se trata mais de uma comédia do que um filme com caráter de documentário, vale mais pela curiosidade do que qualquer outra pretensão, é sabido que o humor norte americano é um pouco diferente ao nosso.

Haile Selassie
Por coincidência, quase que no mesmo período, li sobre o rastafarianismo em um suplemente da Revista “Super Interessante” com o tema “Deus, o que exsite acima de nós?”. As respostas das religiões (e as da ciência) para a pergunta mais inquietante de todos os tempos.
Tinha pouco conhecimento sobre o Rastafári, sem dúvida ler sobre sua história é muito curioso. A 1a Convenção Universal aconteceu em Back-O-Wall, em Kingston. Um rital ao som de tambores, fogueira e dança, acreditavam que o Imperador da Etiópia, Haile Selassie, fosse a encarnação de Deus, Jah. A terceira encarnação depois de Moisés e o profeta Elias. A Etiópia era a terra prometida pelos adeptos ao Rastafári e a Bíblia fora deturpada para tornar os negros escravos.
No que diz respeito à maconha, sustentavam o seu uso através de Génesis 1:29: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”
Em uma visita à Jamaica Selassie negou ser Deus, em 1966, e convidou-os a abraçarem a Igreja Cristã Ortodoxa Etíope. Não adiantou, recentemente, uma pesquisa constatou que 10% dos habitantes da ilha ainda se declaram rastafáris.