CRONISTAS REUNIDOS

Outubro 19, 2009

volps

Esqueci de comentar aqui sobre o lançamento do livro “Almanaque do Macho Moderno” de um grupo de cronistas: www.cronistasreunidos.com.br/.

Um deles é meu amigo e ex-colega de trabalho Rodrigo Volponi (foto acima).

Somos (por enquanto) 8 9 caras da ECA-USP e da ESPM que se reuniram para fazer crônicas, contos, pequenos textos e, claro, pra zoar um pouco.

Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa

Fui hoje visitar o Museu da Língua Portuguesa que está com a belíssima exposição  “Cora Coralina – Coração do Brasil”.

O museu é conhecido como exemplo bem-sucedido de exposição de patrimônio imaterial e é rico em interatividade e tecnologia, esses dois fatores aliados aos diversos falares da língua portuguesa e sua história, proporciona uma experiência de impacto que surpreende seus visitantes.

A exposição de Coralina tem destaque aos painéis com textos da escritora e fotos de alta resolução de seus objetos pessoais, de seu cotidiano.

O mais surpreendente está no terceiro andar, no auditório com filme sobre as origens da língua portuguesa  que não posso comentar para quem não visitou ainda, fica apenas uma referência:

penetra

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

Dezembro 9, 2007

jcabral.jpgJoão Cabral é o meu poeta predileto, sempre guiado pela lógica, pelo raciocínio, seus poemas evitam análise e exposição do eu e voltam-se para o universo dos objetos, das paisagens, dos fatos sociais, jamais apelando para o sentimentalismo.

Identificam-se três constantes : a limpidez da linguagem, a preocupação com a disposição gráfica da estrofes: e a poesia sobre poesia (metalinguagem, metapoesia).

Além de Morte e Vida Severina, sua obra mais conhecida, musicada por Chico Buarque, têm vários poemas seus que acho geniais…

João Cabral começou escrevendo como surrealista, até que tomou conhecimento das idéias de Le Corbusier sobre a nova arquitetura, racional e funcionalista. E escreve:

O ENGENHEIRO
João Cabral de Melo Neto

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

O AUTO DA COMPADECIDA

Novembro 28, 2007

auto.jpgCom o post anterior sobre “Fragmentos de um Evangelho Apócrifo”, uma passagem da peça de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida” ilustra dois trechos do pensamento do texto de Borges:

17 – Aquele que matar pela causa da justiça, ou pela causa que ele crê justa, não tem culpa.

32 – Deus é mais generoso que os homens e os medirá com outra medida.

A passagem da peça é no momento em que Severino está sendo julgado e se livra através de Jesus, que lembra que este é incapaz de pensar nos seus atos, pois viu seus pais morrerem aos oito anos de idade.

AMAZON LANÇA KINDLE

Novembro 22, 2007

kindle.pngA loja de vendas pela internet Amazon lançou nesta segunda-feira o Kindle, um aparelho eletrônico sem-fio para leitura de livros digitalizados.

O dispositivo está à venda para clientes nos Estados Unidos por US$ 399 (cerca de R$ 705) e tem capacidade para armazenar até 200 livros.

O Kindle funciona não precisa ser conectado a computadores para ser carregado com livros, blogs ou periódicos. A bateria do aparelho dura cerca de 30 horas entre cada recarga.

A Amazon afirma que 90 mil títulos estão disponíveis para os clientes do Kindle, com preços de US$ 9,99 (cerca de R$ 17).

“Nós estamos trabalhando no Kindle há mais de três anos”, disse Jeff Bezos, diretor da Amazon, no lançamento do produto.

O Kindle utiliza a rede sem-fio EVDO, o que pode limitar a venda do produto aos Estados Unidos, já que essa tecnologia é pouco usada fora do país.

JOÃO CABRAL

Novembro 1, 2007

Lembrei desse poema de João Cabral de Mello Neto conversando com minha amiga psicóloga/agressiva que trabalha comigo, cujo pai tem o nome Ademir. Resolvi postar:

ADEMIR DA GUIA

Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.

Ritmo líquido se infiltrando no
adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o.

Ritmo morno, de andar na areia,
de água doente de alagados,
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário.