HERTA QUEM?

Outubro 19, 2009

Herta Mueller

Herta Müeller

Lya Luft, tradutora do único livro de Herta Müller no Brasil quando recebeu a notícia da vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, disse: “Nunca ouvi falar”

O que parece uma escolha mais política do que literária da academia sueca, Lya Luft diz que tinha ‘esquecido’ que traduziu a vencedora do Nobel!

Era só um dos muitos que já traduzi. Confesso que nunca pensei, ‘puxa, isso ainda vai dar o Prêmio Nobel‘” hehehe

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Um dos posts anteriores, sobre o comercial da Apple de 1984, me fez prestar maior atenção sobre o impacto que a obra de Orwell produziu sobre o século passado e até os dias atuais. São inúmeras referências presentes fruto de suas duas obras principais, “1984” a e “A Revolução dos Bichos“.

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Além do anúncio de TV feita pela Apple, posso citar o que nos é popular, a referência de “1984″ no reality show da globo:  “O Grande Irmão”, o poder totalitário que dominava a sociedade através da “Tele Tela“.
Me lembro de ter assistido ao filme, adaptação do livro, em um festival de cinema logo após ter lido a obra original, não gosto muito de adaptações para o cinema, mas essa é realmente muito fiel.

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Revolução dos Bichos” é uma sátira a Stalin e ao poder comunista ditador e também é constantemente citada e reproduzida através de filmes, desenhos animados, quadrinhos além de textos e notícias. Trata-se da história dos animais de uma fazenda que se rebelam contra o dono autoritário.

Particularmente acho genial a forma como Orwell fez a analogia de uma história aparentemente ingênua com o poder comunista, retrata muito bem a ideologia marxista extremamente presente no século XX, e a sua derrota.

As imagens que mais estão presentes quando penso sobre a quase extinção de uma ideologia igualitária são a “Queda do Muro de Berlim” e a “Revolução dos bichos”.

No youtube está um desenho animado inspirado no livro e simplesmente genial, muito prazeroso assistí-lo, quem já leu o livro saberá do que estou falando:

O vídeo está dividido em 8 capítulos e você pode assistí-lo clicando aqui.

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Para os MacManíacos, para os literatos, publicitários e também os cinéfilos, segue um CLÁSSICO:

Um anúncio muito celebrado na história dos comerciais de TV.

O anúncio foi realizado em um dos intervalos do Super Bowl em janeiro de 1984 e é uma referência ao romance de George Orwell que todos conhecemos.

Com direção de Ridley Scott, a agência Chiat/Day assina o filme onde uma estridente propaganda política do Grande Irmão pela TV induz as massas à submissão. De repente, entra correndo uma mulher com uma camiseta do Macintosh, que arrebenta a tela arremessando a marreta.

A mensagem era clara: O Mac iria libertar os oprimidos usuários de computador da hegemonia da IBM.

ORGULHO E PRECONCEITO

Abril 5, 2009

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Mês passado li um livro que há muito estava na minha relação, “Orgulho e Preconceito”:

“Cinco irmãs são criadas para se casar com bom marido por sua mãe (Brenda Blethyn). Quando o Sr. Darcy (Matthew Macfadyen) se muda para a região, sendo rico, belo e solteiro, começa uma grande confusão entre ele e Elizabeth (Keira Knightley), uma das irmãs predestinadas ao casamento.”

O que aparenta uma história banal, é na verdade um retrato da sociedade britânica do século XIX com suas convenções, a autora aborda a condição da mulher nessa sociedade, os costumes, o amor e os preconceitos através dessa que é considerada uma das primeiras comédias românticas da história.

A minha expectativa era de que o romance tratasse de forma mais contundente o comportamento não só dessa mesma sociedade mas sim do indivíduo, porém, a maneira sutil com que a autora aborda os temas propostos são muito mais engenhosos e dentro de um contexto mais esclarecedor, de certa forma não atendeu mas superou minha expectativa.

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Fun Home é uma graphic novel vencedora do prêmio Eisner Award em 2007 (o Oscar dos quadrinhos nos EUA) e do prêmio de melhor livro de 2006 pela revista “Time”, é uma história autobiográfica e narra a infância confusa da quadrinista Alison Bechdel.

Lésbica assumida desde os 20 anos, Alison conta sua vida familiar e o difícil relacionamento com o pai (também homossexual).

O livro é repleto de referências literárias, de grandes escritores e suas obras, o que é muito legal para quem curte “os clássicos”. Consegue abordar assuntos polêmicos como a homossexualidade, conflitos familiares e de personalidade unindo o universo da literatura com a irreverência dos quadrinhos.

Café Filosófico

Novembro 12, 2008

Café Filosófico

Anúncio criado pela Gad Agency para o programa da cultura “Café Filosófico CPFL”. Marx, Freud, Einstein e Dali em um café, interagindo com pessoas “comuns”…

A FORÇA DA VIDA

Maio 5, 2008

Excelente livro! Recomendo muito…

Sinopse: Nos anos de 1930, Nova York ficou devastada. Eram as conseqüências da Grande Depressão causada pela queda da Bolsa de Valores em 1929. De um dia para o outro, norte-americanos empobrecidos passaram a se mesclar com imigrantes judeus, irlandeses, italianos…

Sua leitura é muito prazerosa pelo fato de possuir a arte dos quadrinhos, produzida por um mestre do gênero, com personagens de grande expressão e enquadramento cinematográfico, aliado a uma leitura baseada em fatos reais e muito bem escrita e pensada, com trechos carregados de filosofia.

Existe um prêmio da indústria dos quadrinhos chamado Eisner, em homenagem ao criador do gênero Graphic Novel, de modo que dispensa apresentações para quem curte quadrinhos.

Li hoje a respeito no caderno de cultura do Estadão, eu quero esse livro… principalmente depois da experiência de ter lido “Maus”, para ser sincero, não conhecia graphic novels. Amanhã, provavelmente, já o terei comprado!! …e aí, comento aqui, claro!

Segue trecho:

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bravo.jpgGosto muito dessas relações, servem de referência, inclusive já comprei “O Deserto dos Tártaros” de Dino Buzzati… li um pequeno resumo da obra e sobre o autor nessa edição especial da “Bravo!” e me interessei em ler o livro, por tanto, acho que vale a pena…

De muito bom gosto a diagramação também. :)

borges1.jpgApesar da complexidade de seu universo, gostava muito, na adolescência, do escritor argentino Jorge Luis Borges, de tal maneira que fui carinhosamente presenteado pela bibliotecária da escola onde estudava, o Liceu Braz Cubas, com o livro “Ficções“, do qual guardo com grande zelo e que me faz lembrar da Dona Rosalba, de quem ainda tenho grande estima e recordação.

Primeiro li “O Aleph“, em seguida “O Elogio da Sombra“. Lembro que gostei tanto que decorava vários textos.

Borges começava a perder a visão, daí o título do livro e do poema.

“…Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece à eternidade.

(O Elogio da Sombra)

Me lembro que decorei vários textos do livro, dentre eles, “Fragmentos de um Evagelho Apócrifo” que é FANTÁSTICO, um dos textos mais bonitos que já li na literatura, abaixo coloquei os trechos de que mais gosto e que fazem todo o sentido para mim…e fazem mesmo:

FRAGMENTOS DO “FRAGMENTOS”:

6 – Não basta ser o último para ser alguma vez o primeiro.

7 – Feliz o que não insiste em ter razão, pois ninguém a tem ou todos a têm.

11 - Bem-aventurados os misericordiosos, porque sua felicidade está no exercício da misericórdia e não na esperança de um prêmio.

17 – Aquele que matar pela causa da justiça, ou pela causa que ele crê justa, não tem culpa.

24 – Não exageres o culto da verdade; não há homem que ao cabo de um dia não tenha mentido com razão muitas vezes.

25 -Não jures, pois todo juramento é uma ênfase.

27 - Não falo de vinganças nem de perdões; o esquecimento é a única vingança e o único perdão.

28 – Fazer o bem ao teu inimigo pode ser obra de justiça e não é árduo; amá-lo, tarefa de anjos e não de homens.

32 – Deus é mais generoso que os homens e os medirá com outra medida.

34 – Procura pelo prazer de procurar, não pelo de encontrar…

40 – Não julgues a árvore por seus frutos, nem o homem por suas obras; podem ser piores ou melhores.