LARANJA MECÂNICA
janeiro 30, 2012
Demorei mas li o último livro do que costumam chamar de “distopia pós-industrial”, a trilogia: “1984″, “Admirável Mundo Novo” e “Laranja Mecânica” de Anthony Burgess.
Interessante que Anthony Burgess fora diagnosticado com uma doença fatal, o escritor começou a produzir desenfreadamente preocupado em deixar sua esposa com recursos financeiros.
Nem preciso dizer como está presente na cultura pop, Laranja Mêcanica está estampada em milhares de camisetas. Não me incomodou também ler o livro depois de assistir ao filme do mestre Kubrick que consegue traduzir com perfeição para a linguagem cinematográfica as obras literárias que se propõe a dirigir.
Quem assina a capa é um estúdio que admiro muito, a retina78
DESONRA
julho 18, 2011
Gosto de manter contato com a obra de escritores Nobéis de Literatura, já havia flertado com o “Desonra” e acabei comprando meio que por acaso… gostei bastante, primeiro por se tratar de um escritor sul-africano, uma literatura de um país distante para mim, culturalmente falando e segundo pela narrativa do escritor, clara ,fluente, com uma história que vai evoluindo e nos intrigando.
J. M. Coetzee aborda o Apartheid em seu romance de forma dura, perturbadora, como um soco no estômago do leitor mais racional.
JOSÉ SARAMAGO
maio 8, 2011
O TAMBOR
janeiro 15, 2011
Eu li “O Tambor” 2 anos depois de Günter Grass ganhar o Nobel de Literatura, já faz 8 ou 9 anos. O ruim é que muita coisa que você já leu, não se lembra mais, e é bom quando você encontra outra linguagem da obra para relembrar, principalmente quando essa também é de grande qualidade.
Encontrei o DVD do filme “O Tambor”, adaptação da obra literária mais conhecida do escritor alemão, nas lojas Americanas!!
O filme é de 1979 e ganhou a Palma de Ouro e Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Conta a história de Oskar, um garoto que aos 3 anos de idade ganha um tambor e após presenciar os casos extra conjugais de sua mãe, decide parar de crescer. É um romance com forte crítica social e um belo filme dirigido por Volker Scholondorff.
O CAVALEIRO INEXISTENTE
setembro 20, 2010
Agilulfo Emo Bertrandino dos Guildiverni e dos Altri de Corbentraz e Sura é um cavaleiro que nã existe. Dentro de sua armadura branca não há nada, apenas sua voz metálica.
Esse é o personagem principal do livro de Italo Calvino, “O Cavaleiro Inexistente” que faz parte de uma trilogia.
Uma história medieval engraçada, as avessas, com personagens curiosos como Gurdulu, um escudeiro que apesar de ser um corpo não tem consciência da própria existência.
Agora só falta ler “O Barão nas Árvores” para completar a trilogia…
90 LIVROS CLÁSSICOS PARA APRESSADINHOS
setembro 17, 2010
Quatro quadrinho que contam a história toda de clássicos da literatura como “Crime e Castigo”, “O Processo” e “A Náusea”.
Ótima idéia e livro do sueco cartunista Henrik Lange, que possui um poder de síntese incrível além de conter muito humor. Muito bacana para quem gosta dos clássicos e também quadrinhos, como eu =)
COMO ME TORNEI ESTÚPIDO
julho 12, 2010
Depois da tentativa de tornar-se alcoólatra, suicidar-se e mesmo fazer uma cirurgia para tirar uma parte do cérebro, Antoine, um intelectual de 25 anos infeliz com as convenções sociais e a sociedade de consumo decide se tornar “estúpido“.
O livro do antropólogo francês Martin Page é extremamente prazeroso, de leitura fácil, engraçado e ao mesmo tempo rico e questionador. Muito, muito bom!
Em 2007 teve adaptação de Fernando Bonassi para o teatro como atuação de Paula Picarelli, Kiko Bertholini, Clarissa Kiste e André Blumenschein.
Abaixo um vídeo (um trabalho de faculdade) muito bacana que encontrei e ilustra um trecho do livro:
CÂNDIDO
junho 26, 2010
A mais conhecida obra de Voltaire, foi publicada em 1759 e não levava o nome do autor, porém todos reconheceram seu estilo e pensamento e não tiveram dúvida sobre sua autoria. Sofreu tentativa de bloqueio sobre sua difusão por parte dos governantes, sem sucesso.
“Cândido” é um testemunho contra o otimisto irracional, contra o leibniziano que tentava conciliar a crença na existência do mal e a crença na justiça divina.
Seu personagem, desde o nome é um otimista criado e educado em um castelo pelo mestre Pangloss que o ensina que tudo acontece a favor do bem.
“… as coisas não podem ser de outro modo: pois, como tudo foi criado para uma finalidade, tudo está necessariamente destinado à melhor finalidade.”
Não é o que acontece quando ele é expulso do castelo por ser surpreendido com sua amada, Cunegundes. Voltaire contagia com sua ironia que contrapõe ingenuidade e esperteza, desprendimento e ganância, caridade e egoísmo, delicadeza e violência, amor e ódio.
DOMINGO NO PARQUE
março 27, 2010
O Parque da Luz é um Oásis no meio dos prédios e da poluição de São Paulo… É um lugar extremamente prazeroso de visitar, muito verde, água, esculturas… belíssimo!
O Bosque da Leitura, que fica dentro do Parque também me chamou a atenção, cheio de revistas e livros disponíveis, chega a ser estranho encontrar um lugar tão calmo dentro da cidade! Um belo programa para quem quer sombra, água fresca e um bom livro!
O NÁUFRAGO
janeiro 31, 2010
O Náufrago, de Thomas Bernhard é um romance que aborda a genialidade. Três amigo estudantes de música no Mozertaum em Salzburgo possuem o desejo de serem virtuoses do piano, um deles, no entanto, é o genial américo-canadense Glen Gould.
Quem não sucumbe diante da genialidade e a convivência com um gênio? Wertheimer (o náufrago) não resistiu diante da execução brilhante das Variações Goldberg por Glen Gould.
Quem tiver a curiosidade em ouvir as variações de Bach executadas pelo próprio Glen Gould, pode baixá-las aqui e comprovar momentos de genialidade.
“Acreditar que as pessoas ditas simples podem trazer salvação é o maior dos enganos. Vai-se até elas em grande aflição, suplicando por salvação, e o que elas fazem é apenas mergulhar o sujeito num desespero ainda mais profundo.
E, aliás, como é que elas podem salvar o extravagante em sua extravagância?, pensei. Depois que a irmã o abandonou, Wertheimer não tinha outra escolha a não se se matar, pensei. Queria publicar um livro, mas não chegou a fazê-lo porque vivia alterando o manuscrito, com tanta freqüência e durante tanto tempo que não restou nada dele; as modificações não significaram nada mais do que a aniquilação total do manuscrito, do qual por fim sobrou apenas o título: O náufrago.”










